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Um diplomata sul-africano recusa ser “honrado” pelo Estado de Israel

Ismail Coovadia recusou e devolveu ao ministério israelita dos Negócios Estrangeiros o certificado anunciando que o Fundo Nacional Judeu iria plantar dezoito árvores em sua honra.

O antigo militante anti-apartheid, membro do ANC e diplomata de longa data, referiu como motivo da sua acção a política de apartheid de Israel contra os palestinianos.

Escreve Ismail Coovadia:

“Acabei de deixar o meu cargo de 5º embaixador da África do Sul democrática e não-racial no Estado de Israel. Inconveniente, não me pediram autorização (nem o FNJ nem o governo de Israel) para plantar árvores em meu nome ou em nome do embaixador da África do Sul numa terra usurpada, a terra legítima dos palestinianos e dos beduínos. Reservo-me o direito de fazer uso do meu nome… Apoiei a luta contra o apartheid na África do Sul e não posso ser agora partidário do que estou a testemunhar em Israel, que é uma réplica do apartheid.

O ‘certificado’ que me foi oferecido pelo Sr. Rafael Barak, director geral do ministério israelita dos Negocios Estrangeiros com o apoio do FNJ não é nada menos que uma ofensa à minha dignidade e à minha integridade. Não concordei e nunca concordarei com a plantação de ‘18 árvores’ em minha ‘honra’ numa terra expropriada e roubada… e peço que retirem  as ‘18 árvores… plantadas em minha honra’.”

Recorde-se que o FNJ está envolvido na limpeza étnica e especialmente a construção de árvores no lugar das aldeias palestinianas destruídas pelos israelitas, numa tentativa de eradicar os vestígios de vida palestiniana.

Traduzido de CAPJPO-EuroPalestine

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Guantánamo : Israel exporta o seu saber

Mais de cem presos de Guantánamo estão em greve da fome desde o mês de Fevereiro, contra as suas condições de detenção. 45 deles estão a ser alimentados à força, contra as leis internacionais e contra as próprias leis dos Estados Unidos.

Incapazes de fazer face à situação, os Estados Unidos pediram ajuda aos amigos israelitas. Segundo o jornal Haaretz de 8 de julho, médicos israelitas foram convidados pelos EUA para apresentarem os seus métodos de tratamento dos grevistas da fome. Isto, apesar do aumento da contestação contra a alimentação forçada dos reclusos em greve, o que estes consideram como uma forma de tortura.

Segundo Julien Salingue, “a única solução verdadeiramente ética é, evidentemente, o fecho de Guantánamo e a libertação do conjunto dos detidos arbitrariamente encarcerados desde há mais de onze anos para alguns deles”.

Fonte : artigo de Julien Salingue em http://resisteralairdutemps.blogspot