Contra o genocídio dos palestinianos!
Colabore na campanha contra a venda de produtos de Israel nos supermercados portugueses
Tâmaras. Tangerinas. Clementinas. Amendoins. Mangas. Até batatas! As cadeias de supermercados portuguesas ignoram o genocídio em Gaza e a violenta ocupação da Cisjordânia, e continuam a vender produtos israelitas. Mesmo depois de os contactarmos e de lhes pedirmos para os retirar das suas lojas, não o fizeram.
Não aceitamos a venda de produtos agrícolas de Israel quando a agressão militar do seu exército tornou o solo de Gaza improdutivo devido à contaminação química, e quando a esmagadora maioria das explorações agrícolas israelitas opera em terras roubadas aos seus legítimos proprietários palestinianos.
Como podemos boicotar os produtos de Israel? 🛑
- Não compre produtos de Israel. Abaixo publicamos a lista dos produtos que já foram identificados, e das lojas onde estão à venda.
- Se encontrar outros produtos israelitas à venda no seu supermercado, informe-nos para os podermos acrescentar à lista.
- Escreva no Livro de Reclamações da Loja, ou no Livro de Reclamações Eletrónico, ou ainda nas páginas de contacto de cada uma das cadeias de supermercados. É a melhor maneira de nos fazermos ouvir. Para simplificar, incluímos abaixo um exemplo de reclamação.
- Respeite os funcionários da loja. Estes não são responsáveis pelas escolhas dos gestores das cadeias de supermercados, e podem até ajudar.
- Imprima a imagem disponível para download em papel autocolante, e cole-a nos artigos israelitas. Também temos outros autocolantes para impressão aqui.
- Contacte um dos coletivos aderentes à campanha e ajude na distribuição de folhetos à entrada dos supermercados. Disponibilizamos um exemplo de folheto para descarregar.
- Divulgue esta campanha, falando sobre ela com a sua família e amigos, e partilhando esta página e as dos coletivos participantes.
Exemplo de texto para Livro de Reclamações
- Assunto/Motivo Principal: Transações e Encomendas ( Ou “Outros”)
- Assunto/Motivo Secundário: Artigo avariado ou com defeito (Ou “Outros”)
- Reclamação relacionada com publicidade?: Não
- Reclamação:
Venho por este meio apresentar uma reclamação por ter encontrado nesta loja (Tâmaras / Tangerinas / Clementinas / Amendoins / Mangas / Batatas <- escolher o indicado) com origem em Israel.
Fiquei indignada/o/e por o meu supermercado ser cúmplice do genocídio em Gaza bem como da ocupação militar ilegal e fo apartheid na Cisjordânia, ao vender produtos de Israel. Não aceito que estes produtos sejam vendidos quando o país em questão tornou o solo agrícola de Gaza improdutivo por contaminação química, e a esmagadora maioria das explorações agrícolas israelitas funciona em terras roubadas aos seus legítimos proprietários palestinianos, irrigadas com água que Israel lhes rouba também.
Muitos dos produtos de origem israelita à venda nesta loja foram produzidos nessas terras ocupadas ilegalmente!
Além do mais, existe parecer do Tribunal Internacional de Justiça que determina que todos os Estados-membros da ONU têm a obrigação de não prestarem ajuda ou assistência na manutenção da ocupação ilegal – nomeadamente através de relações comerciais. Por conseguinte, a ação deste supermercado constitui uma clara violação do direito internacional e dos direitos humanos.
A venda de produtos de Israel deve cessar o mais rapidamente possível.
Contactos de supermercados
- Contactos do Continente: https://www.continente.pt/loja-online/contactos/
- Contactos do Pingo Doce: https://www.pingodoce.pt/apoio-ao-cliente/
Lista de supermercados e produtos israelitas
| Cadeia de supermercados | Produtos |
|---|---|
| Aldi | Tâmaras |
| Auchan | Sodastream Tâmaras |
| Continente | Batatas Clementinas Sodastream Tâmaras Tangerinas Xarope de Tâmaras |
| El Corte Inglês | Tâmaras Sodastream Pasta de Sésamo Tahini Achva |
| Froiz | Tâmaras |
| Intermarché | Tâmaras |
| Lidl | Tâmaras |
| Makro | Tâmaras |
| Mercadona | Batatas Tâmaras |
| Minipreço | Tâmaras |
| Pingo Doce | Amendoins Seeberger Batatas Mangas Tâmaras |


Perguntas Frequentes
Empresas agrícolas israelitas dedicadas à exportação de frutas e legumes para os supermercados portugueses operam em instalações como quintas e centrais de embalagem situadas em colonatos israelitas ilegais na Cisjordânia ocupada, construídas em terras palestinianas roubadas. Ao participarem na colonização de terras palestinianas por parte de Israel e na apropriação de recursos palestinianos, estas empresas contribuem para a sustentabilidade económica dos colonatos israelitas.
Além disso, através das suas relações comerciais habituais em Israel, estas empresas contribuem para a receita fiscal do Estado israelita, ajudando-o assim a financiar o seu regime de apartheid e o genocídio dos palestinianos.
Os palestinianos apelam às pessoas de todo o mundo para boicotarem os produtos israelitas, de modo a isolar a economia de apartheid de Israel e a manifestarem solidariedade com a luta palestiniana pela liberdade.
Não. Apelamos a todos os indivíduos e empresas para que boicotem os produtos israelitas.
Não apelamos ao boicote de nenhum supermercado em particular. Infelizmente, a maioria das cadeias de supermercados comercializa produtos frescos israelitas. Pedimos aos consumidores que boicotem estes produtos onde quer que sejam vendidos.
A relatora especial da ONU para a Palestina, Francesca Albanese, descreveu a necessidade de responsabilizar o setor privado, incluindo os seus executivos, por lucrarem com a economia israelita, baseada na ocupação ilegal, no apartheid e agora no genocídio. No seu relatório “Da economia da ocupação à economia do genocídio” Francesca Albanese afirma que “o direito internacional reconhece vários graus de de responsabilidade – cada um dos quais exige um escrutínio e uma prestação de contas, especialmente neste caso em que estão em jogo a autodeterminação e a própria existência de um povo.
O movimento BDS é inspirado pelo movimento anti-apartheid sul-africano, pelo movimento pelos direitos civis nos EUA e pelas lutas anti-coloniais indianas e irlandesas, entre outros em todo o mundo.
Obrigando grandes empresas cúmplices, por meio de campanhas estratégicas e sensíveis ao contexto de boicote e desinvestimento, bem como estratégias bem pensadas dos acionistas, a acabar com a sua cumplicidade no apartheid israelita e nos crimes de guerra contra os palestinianos, enviamos uma mensagem convincente a centenas de outras empresas cúmplices de que a sua hora chegará, se não desinvestirem agora.
Coletivos participantes
Algarve pela Palestina – @algarve.palestina
As Sentadas – @_as_sentadas_
BDS Portugal / Comité de Solidariedade com a Palestina – @comite.palestina
Boicote Apartheid – @boicoteapartheid
B.O.T.A (Base Organizada da Toca das Artes) –@bota.anjos
Coletivo de Libertação da Palestina – @libertacaopalestina
Estudantes pela Palestina – @estudantespelapalestina
HuBB – Humans Before Borders – @humansbeforeborders
Lisbon4Palestine – @lisbon4palestine
Parents for Peace – @parentsforpeacept
Rizoma – @rizomacoop.pt


