COMUNICADO DE IMPRENSA
A flotilha Global Sumud, em missão humanitária rumo ao território palestiniano de Gaza, foi atacada pela Marinha de Guerra israelita.
O ataque constitui um acto de pirataria, cometido em águas internacionais, que viola o Direito Marítimo Internacional, constitui uma agressão adicional contra o povo mártir da Palestina e contra as personalidades e activistas humanitários integrantes da flotilha.
Já vimos que nada disto interessa à maioria dos governos europeus e em especial ao governo português. Mas deveria interessar-lhes a afronta que é cometida contra eles próprios e contra os seus respectivos territórios, que cada um dos barcos da flotilha constitui, ao arvorar pavilhão desses países.
No caso de Portugal, o território português não foi atacado desta vez pela pirataria israelita porque já o tinha sido no dia 8 de setembro. Trata-se do barco “Família Madeira”, que navegava com pavilhão português até ser atingido por drones israelitas em águas tunisinas. No entanto, permaneceram na flotilha três pessoas com cidadania portuguesa e credoras de protecção consular, Sofia Aparício, Mariana Mortágua e Miguel Duarte, agora reféns do Estado israelita.
Se o reconhecimento do Estado palestiniano não teve desde o início o intuito de representar uma farsa, Portugal deveria encarar o ataque a um navio seu e a cidadãos seus em águas internacionais como um acto de guerra.
Exigimos que o MNE, se lhe resta algum último laivo de dignidade, no mínimo chame para consultas o embaixador português em Tel Aviv e não o faça regressar ao seu posto enquanto não forem libertados os cidadãos portugueses e restantes membros da flotilha detidos como reféns num acto de pirataria israelita.
O Comité de Solidariedade com a Palestina
