Por considerar que qualquer participação em eventos, programações, atividades que prolongam e promovem uma suposta normalidade da vida perante o genocídio em curso na Palestina se trataria da mais pura cumplicidade.
O Festival de Jerusalém é financiado pelo mesmo aparelho de Estado racista – pelo mesmo orçamento – que dedica uma parte substancial dos seus recursos a matar indiscriminadamente seres humanos, com o objectivo de colonizar um pedaço de Terra e exterminar um povo.
Considero ainda que nenhum ser humano – que ainda tenha alguma estima pela sua dignidade – pode seguir indiferente com a sua vida e o seu trabalho enquanto acontecem aos olhos de todos o horror mais extremo e a mais pura banalização da barbárie. O que se passa atualmente na Palestina, com a cumplicidade e o silêncio de grande parte da Europa, é a prova mais deplorável e acabada da falência moral do Ocidente. Para quem ainda restassem dúvidas.
Por isto tudo apelo (junto com o Comité de Solidariedade com a Palestina – BDS Portugal) a todes realizadores, produtores, atrizes, atores, artistas que não colaborem com nenhuma iniciativa cultural promovida ou com qualquer tipo de conexão com o Estado genocida de Israel.”
