A Aquisição de Tecnologia Israelita para as prisões portuguesas deve ser cancelada

A seleção, sem concurso público, de uma empresa israelita para fazer a instalação dos inibidores de sinal de telemóveis e drones na cadeia de Vale de Judeus, noticiada pelo jornal Público, é um erro, e deve ser cancelada.

A tecnologia de inibição de sinal de telemóveis e drones pode ser fornecida por muitas empresas de vários países. A seleção do fornecedor que foi feita não era a única possível, mas foi, provavelmente, a pior no que respeita à segurança da informação. As empresas de segurança israelitas mantêm uma ligação estreita com as agências de espionagem do estado israelita e das suas forças armadas. São conhecidas as ações de espionagem realizadas por essas agências até junto de aliados.

As empresas de segurança israelitas são também cúmplices do genocídio em Gaza, e da vigilância sem qualquer controlo sobre os palestinianos da Cisjordânia ocupada.

Esta aquisição, como qualquer outra nas áreas de defesa e segurança, nunca deve ser feita a empresas cúmplices de crimes de guerra e da violação dos direitos humanos que caracteriza o sistema de Apartheid implementado por Israel nos territórios palestinianos ocupados.

O Comité de Solidariedade com a Palestina escreveu uma carta à Ministra da Justiça exigindo que cancele esta aquisição, e efetue uma nova seleção que exclua empresas cúmplices com a violação dos direitos humanos.